A carteira inclui cerca de 2.500 clientes, onde sobressaem os bancos, companhias de seguros e hospitais. Presente no continente e ilhas, o grupo iniciou em 2019 a internacionalização, instalando-se na Roménia.
Palmela é sede do grupo EAD, um conjunto de empresas nacionais que se dedica à gestão documental com suporte em papel e às soluções digitais. Trata-se de um grupo líder do segmento de mercado em Portugal e que também já labora no estrangeiro. Aos 250 funcionários que já possui deverão juntar-se, já na primeira semana de setembro, mais 40, os quais irão integrar o backoffice de uma operadora de telecomunicações. As perspetivas de crescimento são boas e apontam para um futuro baseado na inovação, mas, também, na aposta na adoção de métodos cada vez mais amigos do ambiente.
“Somos uma empresa orgulhosamente da margem Sul, que tem mais de 2.500 clientes e que presta serviços a entidades tão importantes como hospitais, bancos, companhias de seguros ou mesmo companhias aéreas”, disse ao Semmais o CEO da EAD, Paulo Veiga.
Este grupo começou a trabalhar em 1993, então com o atual responsável a “bater de porta em porta, tentando convencer as empresas de que seria bom fazer a gestão dos seus documentos em papel, guardando-os num armazém que tinha alugado no Barreiro”. “Comecei a empresa com 4.000 contos”, explicou ao nosso jornal, adiantando que o atual volume de negócios é, anualmente, de 13 milhões de euros. “Somos uma empresa rentável e que emprega já um número significativo de pessoas”, afirma.
Atualmente a empresa labora em Palmela, mas também no Montijo, no Porto, nos Açores, na Madeira e, desde 2019, em Bucareste, na Roménia. “Somos os líderes do mercado e constatamos que outros andam a reboque das nossas ideias, pelo que temos de estar satisfeitos com o que já atingimos mas, ao mesmo tempo, temos de estar preparados e atentos à realidade do que nos rodeia”, diz Paulo Veiga, salientando que essa atenção ao mercado inclui, por exemplo, a fusão com novas empresas. “Em outubro, por exemplo, juntámos a Papiro, que era o nosso maior concorrente e já mais recentemente, num negócio de menores dimensões, uma vez que a faturação desta empresa seria de cerca de 500 mil euros, comprámos a Fernandes e Canhoto”, adiantou.
Empresa tem a guarda de dois milhões de caixas de arquivo
O grupo EAD inclui também a Fin-Prisma (Marco Santos) e a Papiro (Luís Bravo). Os contratos destas três empresas fazem com que, atualmente e de acordo com Paulo Veiga, tenham à sua guarda dois milhões de caixas de arquivo, as quais correspondem a 880 quilómetros.
“A gestão documental, assim como a organização e avaliação, a custódia, a gestão de arquivos e a destruição segura são fatores essenciais para um bom desempenho. A gestão documental tem custos ocultos associados e que se relacionam, por exemplo, com a segurança dos materiais, a proteção de dados e muitos outros”, diz Paulo Veiga, exemplificando desse modo a importância de bem guardar e tratar todo o suporte em papel.
Em simultâneo, o grupo vai oferecendo aos seus clientes a possibilidade de aderirem às novas soluções digitais, ajudando desse modo a agilizar processos, a otimizar recursos e a tornar os clientes mais competitivos. “Fica tudo à distância de um clique”, sintetiza o CEO, salientando que a transição para o digital também se reveste de uma carga ecológica. “Em 2020, por exemplo, reciclámos para os novos clientes cerca de 2.000 toneladas de papel. É um valor importante, até porque o papel pode ser sempre reaproveitado. Além disso, ao contrário do que se pensa, não é a indústria do papel aquela que mais contribuiu para o abate de árvores. Os incêndios e a construção de mobílias têm, nesse aspeto, muito mais peso”.
(in https://semmais.pt/2021/08/30/lideres-de-gestao-documental-em-portugal-tem-sede-em-palmela)