ADMINISTRADOR DA EAD, PAULO VEIGA, FALA DA NOVO CENTRO DE OPERAÇÕES NO MONTIJO
É uma das empresas mais inovadoras do distrito e foi pioneira do seu cluster. Hoje, tem a atividade consolidada e continua a crescer. O seu principal rosto, o empreendedor Paulo Veiga explica as novas valências no Montijo.
PORQUÊ A ESCOLHA DO MONTIJO PARA ESTE NOVO CENTRO DE OPERAÇÕES?
A verdade é que já estamos presentes no Montijo desde 2012, ano em que compramos um lote de terreno com 21.000m2 e já um armazém construído. Agora, nesse terreno construímos mais um armazém, aumentando assim a capacidade instalada para o dobro, isto é, cerca de 400.000 caixas de arquivo, mais ou menos 200 quilómetros de pastas.
QUE VANTAGENS TEM ESTE NOVO CENTRO EM RELAÇÃO A OUTROS DA EAD?
Trata-se de um centro de operações exclusivamente dedicado à custódia e gestão dos arquivos intermédios das empresas, que a lei obriga a manter por 10 anos. Estamos a falar de documentos de suporte à contabilidade na sua grande maioria. Quanto às vantagens são essencialmente duas: a primeira de ordem logística/operacional, pois estamos perto da A33 e com acesso mais rápido a Lisboa; em segundo lugar, o facto de o lote de terreno ser de grandes dimensões, permite gerir a edificação de novas instalações conforme o negócio da custódia vai crescendo a custos muito competitivos, pois uma parte do investimento já está feito.
O NOVO CENTRO VAI PERMITIR-VOS EXPANDIR ATIVIDADE?
Sem dúvida que sim, estamos a crescer bem nesta área de negócio, no passado mês de maio batemos todos os recordes de incorporações, recebendo 20.000 caixas no Montijo. O Mercado está outra vez dinâmico e os clientes procuram otimizar os espaços que ocupam nos grandes centros urbanos, passando estas atividades essenciais mais sem valor acrescentado para eles para a nossa gestão.
NUMA ALTURA EM QUE A ECONOMIA PORTUGUESA AINDA VIVE PERÍODOS DE ALGUMA INCERTEZA DECIDIRAM INVESTIR? É UM INVESTIMENTO SEGURO?
Atualmente a incerteza faz parte do dia-a-dia das atividades das empresas. No entanto, estes investimentos são essenciais para garantir o crescimento da EAD, pois estão diretamente afetos a uma das atividades principais da nossa companhia, a custódia e gestão dos chamados arquivos “mortos”.
QUE BALANÇO FAZ DESTES 24 ANOS DE ATIVIDADE?
Fazemos um balanço positivo, somos a primeira Companhia a fazer esta atividade em Portugal. Fomos, portanto, inovadores e temos sabido acrescentar valor aos nossos clientes com todo o leque de serviços que lhes prestamos, desde a custódia, até à digitalização, serviços de BPO [Business Process Outsourcing] e destruição segura de documentos.
CONTAM JÁ COM 144 TRABALHADORES? É FÁCIL GERIR TANTA GENTE?
A verdade é que deve ser mesmo fácil, aliás, todos os nossos indicadores nesta área referem isso mesmo. Temos uma Companhia equilibrada no género, com uma idade média de 35 anos, baixa rotação de colaboradores, apostamos na formação contínua e gestão de carreira e fomos considerados no ano passado uma das melhores 100 empresas para trabalhar em Portugal. Para tudo isto contribuem uma série de regalias que temos vindo a criar ao longo dos anos, como sejam, seguro de saúde, prémios de desempenho, participação nos lucros da Companhia, oferta de fruta, existência de ginásio e campo de futebol e basquetebol e medicina preventiva com deslocação periódica de médico às nossas instalações. Por tudo isto e mais o que queremos fazer, acreditamos que temos a capacidade de atrair e reter os melhores talentos da região.
QUAIS OS PLANOS DA EAD PARA OS 25 ANOS?
Continuar a crescer, a inovar e a investir no principal ativo que temos, as nossas pessoas.